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Investimentos5 min03 de junho de 2026

São Paulo prevê universalização do saneamento já em 2029, quatro anos antes do prazo legal

Com R$ 15,2 bilhões investidos em 2025 — alta de 120% —, o governo paulista anuncia plano de R$ 70 bilhões até o fim da década e antecipação das metas do Marco Legal do Saneamento.

São Paulo prevê universalização do saneamento já em 2029, quatro anos antes do prazo legal

São Paulo na Vanguarda do Saneamento

O estado de São Paulo projeta antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto para 2029 — quatro anos antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento (2033). O anúncio foi feito em 3 de junho de 2026, pelo governo paulista, com base nos resultados obtidos após a desestatização da Sabesp em 2024.

O Salto nos Investimentos

O principal indicador do avanço é o crescimento brutal nos aportes financeiros:

  • Em 2025, a Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões — o maior investimento da história do estado, alta de 120% em relação aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior;
  • A previsão é de R$ 70 bilhões até o fim da década;
  • O Plano Regional de Saneamento Básico paulista projeta até R$ 260 bilhões até 2060.

As Metas Já Alcançadas

Para o período 2024-2026, as metas contratuais já superam:

  • 87% de cobertura de abastecimento de água;
  • 77% de coleta de esgoto;
  • 71% de tratamento de esgoto.

A Sabesp atende hoje 368 dos 645 municípios paulistas e fornece serviços a 30 milhões de habitantes.

Por que São Paulo Conseguiu?

O modelo pós-privatização da Sabesp criou incentivos claros para a expansão rápida:

  • Metas de universalização vinculadas ao contrato de concessão;
  • Acesso a capital privado para financiar obras que o modelo público não conseguia acelerar;
  • Governança corporativa mais ágil para aprovação de projetos.

O Retorno Para a Sociedade

Um estudo do Instituto Trata Brasil e da consultoria EX ANTE quantificou o impacto econômico da universalização:

  • Potencial de mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040;
  • Ganhos líquidos estimados em mais de R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040;
  • O maior impacto vem da produtividade do trabalho: mais de R$ 437 bilhões em ganhos com a redução de doenças e melhora das condições de trabalho.

São Paulo como Modelo

O caso paulista é observado com atenção por outros estados. Enquanto o CEO da Aegea alertou que muitos lugares não conseguirão cumprir a meta de 2033, São Paulo demonstra que, com investimento e gestão eficientes, é possível não apenas cumprir o prazo — mas antecipá-lo.

Fonte:CNN Brasil— Todas as informações foram extraídas e adaptadas da fonte indicada. Acesse o link original para o conteúdo completo.

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