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Resíduos Sólidos5 min12 de maio de 2026

DF aprova lei que torna obrigatória a separação de resíduos em recicláveis, orgânicos e rejeitos

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto que moderniza a coleta seletiva na capital e impõe penalidades a quem descumprir as regras de separação. O DF recicla hoje apenas 5% dos seus resíduos.

DF aprova lei que torna obrigatória a separação de resíduos em recicláveis, orgânicos e rejeitos

A Lei Aprovada

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou em 12 de maio de 2026, em dois turnos, um projeto de lei que torna obrigatória a separação dos resíduos sólidos em três frações distintas na capital federal:

  • Recicláveis: papéis, plásticos, metais e vidros passíveis de retorno ao ciclo produtivo;
  • Orgânicos: restos de alimentos e materiais de origem biológica que podem ser transformados por compostagem ou tratamento térmico;
  • Rejeitos: resíduos que não possuem mais possibilidade de tratamento ou recuperação tecnológica viável.

A medida foi proposta pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior e segue para sanção da governadora Celina Leão (PP).

O Diagnóstico que Motivou a Lei

A justificativa para a mudança é o baixo desempenho atual do DF na gestão de resíduos. Atualmente, a capital gera cerca de 790 mil toneladas de lixo por ano, mas:

  • Recicla apenas 5% desse volume;
  • Trata adequadamente apenas 8% do material orgânico.

Esses números são críticos e colocam o DF muito abaixo da média de capitais europeias, que reciclam entre 40% e 60% dos seus resíduos domésticos.

O que Muda na Prática

Obrigações do Cidadão e das Empresas

A separação inicial e a manutenção da limpeza dos contêineres são de responsabilidade dos geradores de resíduos — tanto cidadãos quanto empresas. O descumprimento das normas de acondicionamento e destinação sujeita à penalidades administrativas previstas na legislação ambiental vigente.

Obrigações do Poder Público

  • Instalação de placas informativas nos locais de coleta;
  • Realização de campanhas educativas permanentes nos meios de comunicação e escolas;
  • Definição dos dias e horários específicos para coleta de cada fração.

Proibições

O texto proíbe o envio de recicláveis e orgânicos diretamente para aterros sanitários, priorizando unidades de triagem e pátios de compostagem.

Além da Separação: Outros Projetos Aprovados

Junto com a lei de separação, a CLDF aprovou outros três projetos oriundos da CPI do Rio Melchior:

  1. PL 2.147: veda a transferência de saldos financeiros do Fundo Ambiental do DF (FUNAM) para o Tesouro, garantindo que recursos não utilizados sejam reprogramados para o exercício seguinte;
  2. PL 2.148: obriga o reuso de efluentes tratados de ETEs em edificações novas e existentes;
  3. PL 2.149: institui a Política de Modernização das Estações de Tratamento de Esgoto no DF.

Economia Circular e Catadores

A proposta inclui medidas de estímulo à economia circular, com assistência técnica e fortalecimento de cooperativas de catadores, garantindo a inclusão socioprodutiva desses trabalhadores no processo de triagem e reciclagem.

Impacto Esperado

Com a implementação plena da lei, o DF poderá aumentar significativamente seus índices de reciclagem, reduzir a vida útil dos aterros sanitários e gerar emprego e renda na cadeia da reciclagem — além de contribuir para a preservação dos recursos hídricos que foram degradados, como o próprio Rio Melchior, estopim das investigações que culminaram na lei.

Fonte:Portal Saneamento Básico— Todas as informações foram extraídas e adaptadas da fonte indicada. Acesse o link original para o conteúdo completo.

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