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Resíduos Sólidos5 min15 de junho de 2026

A dura missão: barco retira 100 toneladas de lixo por dia do Rio Pinheiros em SP

O governo paulista anuncia expansão da frota para 11 embarcações no canal do Rio Pinheiros, prometendo aumento de 20% na coleta do lixo flutuante, mas especialistas alertam que o esforço ainda é insuficiente.

A dura missão: barco retira 100 toneladas de lixo por dia do Rio Pinheiros em SP

Um Rio em Crise

O Rio Pinheiros, principal afluente do Tietê, percorre 25 quilômetros pela cidade de São Paulo carregando décadas de negligência: esgoto clandestino, carga orgânica elevada e toneladas de lixo acumuladas no leito e na superfície.

Diariamente, cerca de 100 toneladas de resíduos são retiradas do canal por embarcações especializadas — num trabalho incessante que custa aproximadamente R$ 5 milhões por mês aos cofres públicos.

O Novo Plano do Governo Paulista

A CNN Brasil teve acesso, em primeira mão, ao plano do Governo de São Paulo para intensificar a limpeza do Rio Pinheiros:

  • Expansão da frota de 8 para 11 embarcações atuando diariamente no canal;
  • Aumento de 20% na coleta de lixo flutuante;
  • Estrutura composta por 5 conjuntos de embarcação com retroescavadeira embarcada (para resíduos nas barreiras flutuantes) e 6 barcos menores.

Segundo a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP), o canal conta com profundidade de aproximadamente 1,5 metro, mantida pelos serviços contínuos de desassoreamento.

O Que É Retirado do Rio

Os resíduos coletados se dividem em dois tipos:

Superfície: lixo, vegetação aquática, galhos, troncos e detritos flutuantes transportados pela correnteza.

Fundo: sedimentos acumulados no leito — areia, silte e lodo — além de resíduos sólidos depositados ao longo do tempo. Após a coleta, tudo é enviado para o Essencis, o maior aterro sanitário do Brasil, em Caieiras (SP).

"Ainda É Insuficiente"

Apesar do esforço, especialistas alertam que as ações ficam aquém do necessário:

> "A qualidade da água tem se mantido numa qualidade péssima, sempre sendo um dos piores pontos de monitoramento dos relatórios que a SOS Mata Atlântica lança anualmente." — Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica

Para Veronesi, a melhora real exige ação coordenada de múltiplos atores:

> "Precisa realmente de muito mais ação, tanto da parte da população, mas principalmente por parte do governo do Estado, da Sabesp e também das empresas privadas."

O Problema Raiz: Ligações Clandestinas

A SP Águas reconhece que o principal obstáculo é a regularização das ligações clandestinas de esgoto que despejam efluentes diretamente no canal — responsabilidade que recai sobre a Sabesp, concessionária dos serviços de saneamento na região.

O governo assegurou investimentos voltados à ampliação do saneamento e à recuperação dos rios até 2029, mas ainda não há previsão de uso do canal pela população.

Fonte:Portal Saneamento Básico— Todas as informações foram extraídas e adaptadas da fonte indicada. Acesse o link original para o conteúdo completo.

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