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Infraestrutura5 min12 de junho de 2026

Redução de perdas d'água poderia abastecer 48 milhões de pessoas, aponta estudo

O Instituto Trata Brasil revela que o Brasil perde 39,5% da água potável na distribuição. Eliminar esse desperdício equivaleria a economizar 2,8 bilhões de m³/ano — suficiente para abastecer o Canadá inteiro.

Redução de perdas d'água poderia abastecer 48 milhões de pessoas, aponta estudo

O Tamanho do Desperdício

Um novo estudo do Instituto Trata Brasil, elaborado em parceria com a consultoria GO Associados com base em dados do SINISA (ano-base 2024), revela um número alarmante: se o Brasil reduzisse suas perdas de água ao patamar eficiente, poderia abastecer cerca de 48 milhões de pessoas que hoje não têm acesso a esse recurso.

Em volume, a economia seria de 2,8 bilhões de m³ por ano — suficiente para abastecer a população inteira do Canadá (41,4 milhões de habitantes) durante um ano.

O Diagnóstico Atual

O Brasil perde atualmente 39,5% da água potável nos sistemas de distribuição. A meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento é reduzir esse índice para 25% até 2033 — uma redução de 14,5 pontos percentuais que exigirá investimento massivo em infraestrutura.

O levantamento abrange:

  • As cinco regiões do Brasil;
  • Todos os estados e o Distrito Federal;
  • Os 100 municípios mais populosos do país, incluindo capitais — os mesmos que figuram no Ranking do Saneamento 2026.

Por que as Perdas Acontecem?

As perdas de água no Brasil têm múltiplas origens:

Perdas Reais (Físicas)

  • Vazamentos em tubulações envelhecidas ou mal conservadas;
  • Rompimentos em ramais prediais;
  • Transbordamentos em reservatórios sem controle automático de nível.

Perdas Aparentes (Comerciais)

  • Ligações clandestinas (gatos d'água);
  • Erros de medição em hidrômetros descalibrados;
  • Fraudes no sistema de faturamento.

O Cenário por Região

A distribuição das perdas é profundamente desigual no território nacional:

  • Curitiba (PR) apresenta o melhor desempenho entre as capitais — a única que figura na categoria "rumo à universalização";
  • Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara D'Oeste (SP) lideram entre cidades de grande porte;
  • As capitais do Norte — Belém, Macapá, Manaus e Porto Velho — registram os piores desempenhos.

Os Impactos do Desperdício

As perdas de água não são apenas um problema técnico. Elas têm consequências diretas:

  • Ambiental: cada litro perdido representa energia e produtos químicos consumidos inutilmente;
  • Econômico: as prestadoras deixam de faturar bilhões por água distribuída e não cobrada;
  • Social: regiões com racionamento frequentemente convivem com altas perdas na rede — o problema não é sempre falta de água, mas ineficiência na distribuição.

O Caminho para a Meta

Para atingir a meta de 25% de perdas até 2033, especialistas apontam como urgentes:

  • Substituição sistemática de redes envelhecidas;
  • Controle setorizado de pressão nas tubulações;
  • Tecnologias de detecção de vazamentos em tempo real;
  • Combate às ligações irregulares e modernização dos hidrômetros.

Fonte:CNN Brasil— Todas as informações foram extraídas e adaptadas da fonte indicada. Acesse o link original para o conteúdo completo.

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