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Concessões5 min16 de junho de 2026

"Vamos acelerar a universalização", diz CEO da Equatorial após vencer privatização da Copasa

Após conquistar o controle da Copasa por R$ 5,6 bilhões, Augusto Miranda, CEO da Equatorial, prometeu ampliar investimentos e atingir a universalização do saneamento em Minas Gerais até 2033.

"Vamos acelerar a universalização", diz CEO da Equatorial após vencer privatização da Copasa

A Virada Histórica da Copasa

Na terça-feira, 16 de junho de 2026, durante a cerimônia de toque de campainha na B3, em São Paulo, Augusto Miranda, CEO da Equatorial Energia, anunciou os planos da companhia após vencer a privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais).

> "Acreditamos no saneamento como instrumento de transformação (...) vamos acelerar a universalização, ampliar os investimentos."

Como a Equatorial Venceu

No início do mês, a Equatorial foi confirmada como investidor de referência na oferta pública secundária de ações da Copasa, após ser a única proponente na disputa — a Aegea não apresentou nova oferta.

A companhia adquiriu 30% da Copasa por R$ 5,6 bilhões, ao preço de R$ 49,03 por ação, ligeiramente acima do piso mínimo de R$ 47,23 fixado pelo governo mineiro.

O que Muda para os Mineiros

Com a privatização concluída:

  • O governo de Minas, que detinha 50% da Copasa, agora possui apenas 5% das ações;
  • Mantém poder de veto (golden share) nas decisões estratégicas;
  • A Equatorial passa a ser o maior acionista individual da companhia;
  • A empresa se comprometeu com metas de universalização do acesso à água e ao saneamento em MG até 2033.

A Estratégia da Equatorial no Saneamento

A Equatorial — já maior acionista da Sabesp — reafirma o setor de saneamento como "avenida prioritária de crescimento":

> "É um setor com enorme necessidade de investimento, regulação cada vez mais madura e oportunidades relevantes de geração de valor." — Augusto Miranda, CEO da Equatorial

A Copasa atende 636 municípios mineiros e já alcança 80,1% da população com tratamento de esgoto. Com os novos investimentos, a expectativa é expandir a cobertura e modernizar a infraestrutura existente.

O Lock-up e os Compromissos

A Equatorial assumiu compromissos claros:

  • Não vender metade das ações adquiridas pelo prazo de 4 anos (até junho de 2030);
  • Os outros 50% só poderão ser vendidos após dezembro de 2033 ou até o atingimento das metas de universalização — o que ocorrer primeiro.

A operação é a 2ª maior privatização do setor de saneamento em bolsa no Brasil, atrás apenas da Sabesp em 2024.

Fonte:CNN Brasil— Todas as informações foram extraídas e adaptadas da fonte indicada. Acesse o link original para o conteúdo completo.

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